“O Vento nos Salgueiros”, de Kenneth Grahame, é um clássico da literatura infantil britânica, e deveria ser um clássico infantil do mundo todo. É sobre alguns amigos animais e suas aventuras, tudo bem simples, que ora são hilárias e empolgantes, ora reflexivas e profundas. Aqui quero falar de um capítulo desses reflexivos: “O Flautista nos Portões da Alvorada”. Esse, que é o sétimo capítulo do livro, traz um retrato muito vívido de transcendência e encanto, coisas que fazem muita falta na nossa visão de mundo moderna. Ou seja, temos muito a aprender sobre glória com uma Toupeira, um Rato, e o que eles viram em uma aventura noturna. Por isso, vou gastar as próximas linhas resumindo a ação do capítulo, e logo em seguida tentarei ilustrar algumas formas em que esse episódio me edificou. Perdidos na Madrugada O que inicia a movimentação dos protagonistas é uma situação angustiante: o filho de um amigo, uma Lontra filhote, desapareceu há algum tempo. ...
Conversando sobre a realidade da Redenção.